
O épico do século? Tudo o que você não sabia sobre ‘A Odisseia’ de Christopher Nolan
A Odisseia de Christopher Nolan chegou dominando as conversas e promete ser a experiência cinematográfica mais grandiosa dos últimos tempos. O longa adapta o famoso poema épico de Homero, focado no longo e turbulento retorno do rei grego Odisseu à ilha de Ítaca após a Guerra de Troia.
Com as expectativas nas alturas após o sucesso estrondoso de Oppenheimer, o novo longa não economiza em escala, orçamento ou inovação técnica. A produção tem gerado muito burburinho antes mesmo da sua grande estreia.
Se você já garantiu a pipoca e está contando os dias para entrar na sala de cinema, confira a seguir os maiores segredos e fatos inusitados sobre a obra.
Orçamento astronômico
Para recriar a Grécia Antiga com toda a sua glória e monstros mitológicos, a produção precisou de uma injeção pesada de dinheiro. O orçamento da obra gira em torno de surpreendentes US$ 250 milhões.
Pioneirismo no formato IMAX
Esta é a primeira vez na história do cinema que um longa-metragem inteiro é filmado utilizando câmeras de película IMAX 70mm. O diretor precisou até mesmo desenvolver versões mais leves do equipamento para tornar as gravações viáveis.
A restrição das três horas
A duração exata ficou em 2 horas e 52 minutos, mesmo com a vontade do cineasta de fazer um épico ainda mais longo. Ele teve que respeitar um limite físico, já que uma cópia em película IMAX não suporta material acima de três horas no prato do projetor.
Transformação extrema de Matt Damon
Interpretando o herói Odisseu, Matt Damon mergulhou de cabeça no papel e chegou a pesar apenas 76 quilos para a caracterização. Ele cortou glúten e passou um ano inteiro cultivando a própria barba, pois a direção recusou fios postiços.

O set mais desafiador da carreira
Damon não hesitou em classificar o projeto como o mais difícil de toda a sua trajetória. A equipe inteira enfrentou condições climáticas terríveis no Marrocos, gravando exaustos, com frio e encharcados.
Uma verdadeira volta ao mundo
As gravações ocorreram ao longo de intensos 91 dias e envolveram sets montados em sete países. Além dos estúdios em Los Angeles, as câmeras rodaram por Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia, Malta e Saara Ocidental.
Um autêntico navio Viking adaptado
Para filmar a épica jornada em alto-mar, a produção não usou apenas tela verde. Eles conseguiram o maior navio Viking moderno existente, o Draken Harald Hårfagre, e o modificaram para parecer uma antiga embarcação grega.

Praias islandesas como o submundo
A representação do mundo dos mortos, conhecido como Hades, exigiu cenários naturais visualmente chocantes. A equipe viajou até a Islândia para usar as dramáticas praias de areia preta como pano de fundo para esse reino sombrio.
Os deuses e o “realismo tátil”
Se você espera ver divindades lançando feixes de luz pelo céu, pode esquecer. A direção optou por um estilo visceral, onde a ação dos deuses se manifesta unicamente através de fenômenos e desastres naturais no nosso mundo.
Rapper Travis Scott no elenco
A tradição oral dos antigos poemas encontrou uma analogia moderna inesperada através do rap. Por conta disso, o rapper Travis Scott foi convidado para interpretar um “aedo”, que era uma espécie de poeta-cantor da Grécia Antiga.

Ciclope em tamanho real e efeitos práticos
A icônica cena com o gigante Polifemo, que será interpretado por Bill Irwin, usará menos computação gráfica do que o padrão. O monstro ganhará vida através de uma marionete em escala real na verdadeira Caverna de Nestor, na Grécia.

Trilha sonora da Idade do Bronze
O compositor Ludwig Göransson descartou orquestras convencionais e focou no som cru da época. Ele utilizou gongos de bronze, a lira e o aulos, além de vocais de fundo misteriosos fornecidos pelo músico James Blake.
Horas na cadeira de maquiagem
O experiente ator John Leguizamo vive o servo leal Eumeu, um papel bem diferente do seu habitual. Para ganhar a aparência envelhecida e sofrida do personagem, ele precisava ficar completamente imóvel na maquiagem por três horas e meia diárias.

Polêmica histórica com capacetes
Uma imagem oficial gerou debate entre historiadores e fãs puristas por conta de anacronismo. Odisseu aparece usando um capacete coríntio, quando na verdade, no período micênico retratado, os guerreiros usavam elmos adornados com presas de javali.

Atuação dupla de Lupita Nyong’o
A premiada atriz Lupita Nyong’o assumiu um desafio em dose dupla nesta grandiosa produção. Ela será a responsável por interpretar não apenas Helena de Troia, mas também a sua irmã, Clitemnestra.

Toques de puro terror
Acostumado a passear por gêneros como ficção científica e ação, a equipe agora flertou com o medo. Jornalistas que já viram a obra destacaram a presença de cenas assustadoras e sequências que entram na categoria de verdadeiro terror.
Sessões blindadas contra influenciadores
Preservando o impacto para o grande público, os estúdios barraram as típicas sessões prévias voltadas para influencers. A estratégia é manter o mistério da narrativa e fazer da estreia um evento cinematográfico orgânico e sem grandes vazamentos.
Uma homenagem tocante nos créditos
Ao final da exibição, o público notará uma dedicatória emocionante a David Keighley. Ele foi um pioneiro e mentor da tecnologia de projeção em tela gigante durante décadas, falecendo no ano anterior ao lançamento da obra.

