Novo filme de ‘Resident Evil’ aposta no terror puro, mas divide fãs da franquia

Novo filme de ‘Resident Evil’ aposta no terror puro, mas divide fãs da franquia

A estreia do novo filme de Resident Evil nos cinemas brasileiros marca um capítulo inédito na franquia. Com direção de Zach Cregger, a produção ignora heróis clássicos dos jogos para focar em uma história de sobrevivência ágil, urbana e sufocante.

Em vez de resgatar rostos conhecidos como Leon S. Kennedy, Jill Valentine ou Chris Redfield, a narrativa aposta no azarado Bryan, vivido por Austin Abrams. Ele é um simples entregador de suprimentos médicos que acaba preso em Raccoon City bem no início do surto zumbi.

O resultado dessa escolha arriscada provocou uma grande divisão na internet. Enquanto a crítica rasga elogios ao ritmo frenético do longa, parte do público se mostra frustrada com o distanciamento da cronologia original dos videogames.

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A resposta curta é sim, especialmente para quem busca um ótimo suspense de terror. A produção alcançou 79 pontos no Metacritic, conquistando a maior nota histórica da plataforma para uma adaptação de videogame, além de manter 96% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Veículos especializados destacam que o novo filme de Resident Evil captura a essência dos jogos de sobrevivência de forma brilhante. A sensação de escassez de munição, o isolamento em corredores escuros e a tensão constante colocam o espectador dentro da experiência de gameplay.

Diferente de heróis treinados, o protagonista Bryan sobrevive na base do improviso e do desespero. Suas reações humanas, alternando entre o pânico absoluto e resmungos cômicos, trazem um frescor divertido para o gênero de zumbis.

Novo filme de 'Resident Evil' aposta no terror puro, mas divide fãs da franquia
Crédito: Reprodução

Por que o novo filme de ‘Resident Evil’ gerou revolta entre os fãs antigos?

Apesar do sucesso com os críticos, os apaixonados pela saga da Capcom expressam descontentamento. O principal motivo de atrito é a ausência de personagens icônicos da franquia e a reformulação completa de criaturas e vírus já consolidados no universo dos jogos.

A trama faz referências satíricas à corporação Umbrella e inspira-se em elementos mais recentes, lembrando ameaças parecidas com as do quarto e do sétimo jogo da série. Criaturas emblemáticas, como os terríveis Lickers, ficaram de fora da projeção.

Para muitos jogadores, o longa se parece com um roteiro original de terror ao qual simplesmente aplicaram o nome da franquia. Já os defensores da obra destacam que reinventar a fórmula foi o melhor caminho para evitar a mesmice dos filmes anteriores.

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Outro ponto que chamou a atenção do público foi o tempo de exibição enxuto. O diretor Zach Cregger explicou abertamente que tomou essa decisão de maneira proposital por considerar que as produções atuais das grandes produtoras estão longas e cansativas demais.

Com 95 minutos diretos ao ponto, o filme prefere evitar enrolações e foca em uma montanha-russa de ação e suspense sem interrupções. A ideia era criar um enredo focado, sem cenas desnecessárias para encher linguiça.

O resultado final coloca o novo filme de Resident Evil como uma das experiências mais originais e discutidas do ano. Seja como uma excelente obra de horror ou como uma adaptação controversa, a produção não deixa ninguém indiferente nas salas de cinema.

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